Introdução Alimentar

Você já ouviu falar em BLISS?

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Olá gente linda! 👋 Futucando em alguns 📰 artigos, achei um artigo super atual (publicado em agosto desse ano!) e vou mostrar a vocês do que se tratava! 👇

“Evidências sugerem que muitos pais na Nova Zelândia, Reino Unido e Canadá seguem o método BLW. Profissionais na área de saúde e órgãos sociais não estão dispostos a apoiar o BLW como uma recomendação por causa de preocupações relacionadas à segurança e a insuficiência de nutrientes. Em particular, profissionais da saúde, estão preocupados que crianças que praticam o BLW, vão estar com ingestão de ferro e energia inadequados e maior risco de asfixia.”

🌟Os objetivos do estudo foram:

– Desenvolver uma versão modificada do BLW, chamada BLISS (Baby-led Introduction to SolidS), que incentiva os pais a introduzir os alimentos complementares usando uma abordagem liderada pelo bebê, mas que foi modificada para responder às preocupações sobre ferro, energia e asfixia.

– Conduzir um estudo piloto para determinar na medida em que foi modificada, na sequência, a abordagem em que os pais oferecem alimentos à bebês que são susceptíveis de aumentar a ingestão de ferro e energia, e para diminuir o risco de asfixia.

“Baby-Led Introduction to SolidS (BLISS) foi desenvolvido pelos autores, com a assistência de um pediatra e uma fono pediátrica. É uma versão de BLW modificado para abordar as três principais preocupações dos profissionais de saúde, pais e os autores:

1) Aumento do risco de asfixia: porque são alimentos sólidos oferecidos em uma idade mais jovem do que tem sido tradicionalmente, ou seja, a criança não tem a oportunidade de “aprender” a comer alimentos sólidos como fariam se eles comessem alimentos em formas de papinhas.

2) Aumento do risco de baixo nível de ferro: porque alimentos ricos em ferro, que fornecem a maior parte do ferro necessário no período de alimentação complementar (por exemplo, arroz de bebê – arroz feito em forma de papa e acrescentado de leite materno ou fórmula) são necessários para alimentação oferecida em colher.

3) Aumento do risco de deficiências de crescimento: porque os bebês podem não ter as habilidades necessárias para pegar alimentos ou a resistência a consumir alimentos suficientes para satisfazer as suas necessidades de energia para o crescimento adequado, e porque as frutas e legumes podem formar a base da dieta do bebê, sendo fácil de segurar, mas com baixa calorias.

🌟As características essenciais do BLISS são:

1) Oferta alimentos que a criança pode pegar e alimentar-se, isto é, seguir uma abordagem BLW.
2) Oferecer um alimento rico em ferro em cada refeição.
3) Oferecer um alimento calórico em cada refeição.
4) Uma oferta de alimentos preparados de uma forma que é apropriada para a idade e desenvolvimento da criança. Para reduzir o risco de asfixia e evitar oferecer alimentos listados como de risco.

E como foi feito esse estudo?

Foi desenvolvido uma versão modificada do BLW, o Baby-Led Introduction to SolidS ( BLISS ), para responder a estas preocupações. Em um estudo piloto de 12 semanas, as famílias que optaram por usar uma abordagem BLW (n=9) e para BLISS (n=14). Os participantes que optaram para BLISS receberam duas visitas de intervenção, recursos e suporte via telefone. Os participantes para BLW não receberam nenhuma intervenção.
Os participantes foram entrevistados por semana, durante 12 semanas e a cada três dias era registrado um questionário sobre a ingestão de alimentos ricos em ferro durante 24 horas.

E o resultado?

Em comparação com o grupo BLW, o grupo BLISS eram mais propensos a introduzir alimentos contendo ferro durante a primeira semana de alimentação complementar, e ofereciam mais alimentos contendo ferro aos 6 meses por dia; e menos propensos a oferecer alimentos de maior risco para asfixia.

Conclui-se então… que este estudo piloto sugere que o BLISS pode resultar em maior ingestão de ferro e menor risco de asfixia do que BLW. No entanto, os resultados precisam ser confirmados em um grande ensaio randomizado e controlado.

(Cameron SL1, Taylor RW2, Heath AL3. BMC Pediatr. 2015 Aug 26;15(1):99. doi: 10.1186/s12887-015-0422-8.)

Nutribeijos!

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